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Especial 20 Anos do Hollywood Rock #03 - Alice In Chains

terça-feira, 22 de janeiro de 2013| 0


O ESTÁDIO TREMEU!

(Review do show do Alice in Chains no Estádio do Morumbi, em São Paulo, 15 de Janeiro de 1993.)

"A noite pega fogo com o Alice In Chains. Extremamente pesado, especialmente nas guitarras, o grupo fez todo mundo agitar. Foi um dos últimos shows do baixista Mike Starr, que vai ser substituído pelo atual baixista do Ozzy, e ele realmente tocava como se fosse sua derradeira apresentação. A iluminação, a esta altura, já estava com seu potencial máximo, fazendo do palco um cenário autenticamente dantesco. Na hora de Man In The Box, o estádio literalmente tremeu. A banda voltou para o bis e saiu ovacionada."

Fernando Souza Filho - Revista Rock Brigade


HOLLYWOOD ROCK - 20 anos

O show do Alice in Chains em São Paulo, 15 de janeiro de 1993.


"O avião que trazia Red Hot Chili Peppers e Alice In Chains atrasou uma hora e as estrelas aproveitaram para cancelar as entrevistas coletivas, alegando cansaço. Os músicos do RHCP desapareceram ao entrar no hotel Maksoud, mas os integrantes do AIC usaram a hora da coletiva para fazer compras. As fãs nem perceberam o vocalista Layne Staley entrar num táxi. Perguntado para onde ia, ele disse, 'Oklahoma'.

O cancelamente das coletivas transformou os jornalistas em paparazzis amadores, atrás de uma declaração - ou mesmo empurrão - dos integrantes do AIC que se aventuravam no lobby do hotel. Layne staley, que queimava uma erva local, estava tão relax, numa camiseta branca encardida - modelito grunge -, que não se importou sequer com os flashes dos fotógrafos. A uma repórter de TV, disse: 'São Paulo is very nice'."



O estádio Cícero Pompeu de Toledo estava em sua capacidade máxima. Cerca de 70 mil pessoas - o maior público de todo o Festival - fizeram o Morumbi ferver na primeira noite do Hollywood Rock. 

Um dos grupos mais aguardados era o Alice in Chains, que pisava pela primeira vez na América do Sul após o sucesso meteórico de Man In The Box. Nessa primeira investida, já era certa a saída de Mike Starr, e o próprio havia escolhido deixar a banda depois que fizesse os dois shows no Brasil.

Naquela mágica noite de janeiro, a banda entrou com tudo. Mike tocava como se não houvesse amanhã e Layne não estava rouco como mais tarde se apresentaria. Os paulistas viram o melhor em sua melhor forma, e foram à loucura quando o hit do grupo veio à tona. Man In The Box fez o estádio literalmente tremer - e esse momento não ficou só na memória do público.

Mais tarde, em 1995, quando questionado sobre o que gostava e detestava na banda, Jerry Cantrell disse:

"Tocar ao vivo é o que mais gosto. É demais poder tocar no Brasil, Austrália, Japão e países europeus. Gostamos de tocar nos EUA, mas é algo mais especial tocar fora e ver a galera vindo a nossos shows. É uma grande recompensa. Os garotos são os mesmos em todos os lugares, mas SÃO MAIS LOUCOS NO BRASIL. Foi um dos públicos mais loucos que já vi na minha vida, todas aquelas pessoas pulando durante Man In The Box em São Paulo!".

Setlist:

01 - Dam That River
02 - We Die Young
03 - Them Bones
04 - Would?
05 - Love, Hate, Love
06 - Junkhead
07 - Godsmack
08 - Bleed The Freak
09 - Put You Down
10 - It Ain't Like That
11 - Hate To Feel
12 - Angry Chair
13 - Man In The Box


(Trecho da entrevista "Alice in Chains passando longe do baixo astral", Rock Brigade, Dez '95 http://migre.me/cPltJ)





Depois atualizo o Post

Créditos: Facebook Fan Page Alice In Chains - Brasil

Especial 20 Anos do Hollywood Rock #02 - As Garotas do L7

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013| 0
Vamos dar uma Breve a formação da Banda Grunge Feminina. E ver quem foram as integrantes.

A idéia de formar o L7 surgiu em 1985 quando Suzi Gardner conheceu Donita Sparks em Los Angeles. Na verdade, nenhuma das duas era de Los Angeles, Suzi morava em Sacramento enquanto que Donita era de Chicago. Em 1986, depois de muito ensaio, a idéia da banda ficou mais séria quando Jennifer Finch (que morava em San Francisco e tocava no Sugar Baby Doll, com Courtney Love, do Hole e Kat Bjelland, das Babes in Toyland) se tornou a baixista do recém formado L7. A partir daí a banda passa a fazer vários concertos em clubes da cidade, com Suzi e Donita nos vocais e guitarras, Jennifer no baixo e o baterista Roy Koutsky completando a formação.

Formação mais conhecida
Donita Sparks - vocal e guitarra (1985-2000)
Suzi Gardner - vocal e guitarra (1985-2000)
Jennifer Finch - vocal e baixo (1985-1998)
Dee Plakas - bateria e vocal de apoio (1988-2000)

Outros integrantes
Roy Koutsky - bateria (1985-1988)
Gail Greenwood - vocal de apoio e baixo (1998-1999)
Janis Tanaka - vocal de apoio e baixo (1999-2000)

Ao contrário das bonitinhas The Donnas, as mulheres da banda feminina L7, não estavam nem aí para o estojinho de maquiagem e o que elas faziam mesmo é pegar pesado no Rock n’ Roll e no Punk Rock, com muita categoria; não faziam feio em comparação a maioria das bandas de marmanjos.



Tudo começou quando Donita Sparks (vocal e guitarra) conheceu Suzi Gardner (vocal e guitarra) na Califórnia e decidiram formar uma banda que misturasse Punk Rock e Heavy Metal. A coisa começou a tomar um rumo mais sério com a chegada da grande baixista Jeniffer Finch, que ,além de ter um estilo incrível (balançando a cabeça e o cabelão o tempo todo) também é a mais bonita da banda.

Dee Plakas (bateria) completa a formação clássica do L7 e é a melhor mulher a comandar as baquetas de uma banda de Rock que eu já vi! As garotas fizeram bastante sucesso na época áurea do Grunge e vieram ao Brasil participar do HollyWood Rock – quando a maluquinha Finch chegou a tocar com o bum bum de fora.

Outro grande momento dessas meninas foi a participação na trilha sonora do filme “Natural Born Killers”, de Oliver Stone. A música “Shit List” é tocada na íntegra em uma cena, de bastante destaque, quando a protagonista interpretada por Juliette Lewis troca socos com um grandalhão, finalizando-o com um belo cruzado.

Essa banda GRUNGE feminina foi a melhor de todas e elas cantam e toca muito e ganha de muitos por goleada. Eu assisti os lives delas e são muito FODAH mesmo. A Donita tem uma voz muito linda e em algumas músicas ela canta com a voz rasgada. A Suzi em algumas músicas tem uma voz bem delicada e em outras ela canta Gritando e com uma voz bem Rouca que neim o Kurt Cobain. Duas garotas perfeitas para ser a mulher do Kurt e ele se casa com a Vagabundas da Courtney Love


Como o post é curto, estarei postando uns vídeos aqui (não está na ordem cronológica do Show)














Nesta música teve a participação do Kurt Cobain e sua esposa vendo o show do L7, mas eles não cantaram, só na música Smells Like Teen Spirit em que o NIRVANA tocou junto com o FLEA no trompete.

Esse foi o momento em James Hetfield (não participou desta edição do Hollywood Rock, mas tivemos o eterno Kurt Cobain que hoje é imortal) ficaria completamente feliz.














Elas foram muito FODAH neste show em 1993 no Hollywood Rock, aqui em São Paulo L7 esteve Junto com o Nirvana no dia 16 de Janeiro de 1993 e no Rio foi no 23 de Janeiro (eu acho).

Todo o Grunge deve curtir as bandas, existem uns que não gosta de Nirvana, outros não gosta de Alice In Chains e assim por diante. Devemos curtir o GRUNGE e conhecer a sua história. Hoje os GRUNGES não são muitos devido a mídia e a manipulação cultural no Brasil tocando vários lixos poluindo a nossa nação. Sempre é bom ouvir um bom ROCK, e principalmente se for GRUNGE.

O Próximo Post é sobre o Alice In Chains.

Não esqueça de ler e curtir também:

Especial 20 Anos do Hollywood Rock #01 - NIRVANA

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013| 0


Menos de seis meses depois do showzão no festival de Reading 92, que rendeu o DVD (lançado somente em 2009), o Nirvana fez suas duas únicas apresentações no Brasil, no Hollywood Rock de 1993 (talvez a melhor edição desse festival). A primeira, em 16 de janeiro, no Morumbi. O site Nirvana Live Guide publica um set-list, que mesmo incompleto, ajuda a relembrar o show. Depois de muitas das marcas registradas do trio, como “Drain You”, “In Bloom”, “Come As You Are”, “Love Buzz”, “Lithium”, “Polly”, “Smells Like Teen Spirit”, claro, entre outras, Kurt, Krist e Dave mostraram no palco gigantesco com cenário discreto (bom show de luzes) um climão de ensaio, bem informal. Brincaram de tocar covers (mais para ironia ou homenagem?): “Run to the Hills”,  do Iron Maiden, “Heartbreaker”, do Led, “We Will Rock You”, do Queen, “Should I Stay or Should I Go”, do Clash, “Rio”, do Duran Duran…

Uma semana depois, foi a vez do show na versão carioca do Holly Rock, na Apoteose.

DESCRIÇÃO DO SHOW: Comédia de erros - São Paulo, estádio do Morumbi, 16 de janeiro de 1993 . Morumbi lotado. Ali perto, numa farmácia de um Hotel, Dave Grohl se depara com Kurt Cobain se entupindo de calmantes. Dave, fica horrorizado com o que ve. Era o maior público da carreira da banda que estava ali, ansiosos por uma super apresentação, da banda mais surpreendente e revolucionária da época. E Kurt, se entupia de calmantes, sem ao menos ligar pro tamanho do público. Algumas horas depois, é a hora do Nirvana entrar em cena no Morumbi. Após algumas bandas abrirem o show, o público queria mesmo era ver o NIRVANA. Era o sucesso entre os jovens da época. Era a banda que estava acima de todas as outras nas paradas musicais. João Gordo, vocalista da banda de Punk Rock 'Ratos de Porão', e amigo brasileiro da banda, abre a apresentação do Nirvana."...- E com vocês  a maior e melhor banda de todos os tempos... NIRVANA!!!"A pláteia super empolgada delira. Mas, mal esperavam o que estava por vir. A banda entra no palco. Kurt parece estar muito mal. Começa então  um show que poderia entrar na história, como um dos mais fabulosos do mundo. A banda abre com "School". Kurt, que há pouco se entupia de calmantes, não consegue acompanhar a velocidade dos companheiros. E a banda para, ainda no começo da musica. Após isso, a banda se firma e começa a tocar outras músicas. "Drain You", "Breed" e "Sliver",entre elas, são tocadas, sem erros, apesar do estado de Kurt. Mas, após isso, Kurt começa a piorar. Durante "Smells Like Teen Spirit", Kurt para tudo e reclama da iluminação. Kurt diz: "I Can't See Goddamed!" (Eu não vejo porra nenhuma)Ele pede pra desligar uma luz azul que estava atrapalhando-o. Seu estado não era nada bom. Ele engatinhava, ameaçava quebrar os instrumentos. Uma hora, saiu do palco e voltou de vestido. Enquanto isso, as faixas de Bleach era intercaladas com as de Nevermind, mas com muitas músicas sendo interrompidas no meio ou aceleradas. Depois de "Territorial Pissings", a banda fez 2 jams: de Run To The Hills e Heartbreaker. Durante isso, Kurt quebrava sua Fender Mustang, despedaçando e jogando os pedaços pro palco.Já que o estado de Kurt não era nada bom, a banda resolveu trocar de instrumentos: Krist foi pra guitarra, Dave pro baixo e vocal e Kurt na bateria.Depois disso, a banda começou a tocar só covers fuleiras: "We will Rock You", do Queen (onde eles trocaram para "We will 'Fuck' You"), "Should I Stay or Should I Go", do Clash, "Rio", do Duran Duran, além de Kids in America, 867-5309/Jenny e Seasons In The Sun. Kurt atrapalhava todas no meio, e ainda dava risada.O Show estava muito ruim, cheio de erros. A platéia vaiava. E Cobain estava adorando. Krist saiu do palco, com apenas 30 minutos de show. Como o contrato só previa o pagamento para uma apresentação de, no minimo, 45 minutos, o baixista foi convencido a voltar ao palco. Após isso, a banda voltou a formação normal. Eles completaram aquele horrível show com 'Lounge Act', 'Heart-Shaped Box', 'Scentless Apprentice' e, por fim, 'Milk It', musicas inéditas na época. 'Cansado' do show, Kurt quebrou o que pode, inclusive a guitarra que havia ganhado de Courtney no Natal. Jogou pedaços de guitarra na platéia, e quando se preparava para arremessar um prato da bateria no público, Krist o abraçou. Um gigante perto do franzino cantor. Silencio e vaias. Naquela noite, Kurt saiu do palco podre de chapado, diante do maior público de todos os tempos que já havia visto. No dia seguinte, os jornais não pouparam críticas ao Nirvana. O técnico de guitarras Earnie Bailey lembra o show como "a comédia de erros", em Mais Pesado que o céu. Para Krist, a apresentação foi uma "Pane mental". Segundo Charles Cross, nem o enorme cache que a banda recebeu pelo show cobriu os custos do equipamento destruído. Setlist do show: School (part of) • Drain You • Breed • Sliver • In Bloom • About A Girl • Dive • Come As You Are • Love Buzz • Lithium • (New Wave) Polly • D-7 • Smells Like Teen Spirit ( Com Flea , do Red Hot Chili Peppers solando no Trompete ) • On A Plain • I Hate Myself And Want To Die (jam) • Negative Creep • Been A Son • Something In The Way • Blew • Aneurysm • Territorial Pissings • Run To The Hills (jam) • Heartbreaker (jam) • We Will Rock You • Should I Stay Or Should I Go • Rio • 867-5309/Jenny • Kids In America • Seasons In The Sun • Lounge Act • Heart-Shaped Box • Scentless Apprentice • Milk It


Kurt Cobain distribui autógrafos na porta do hotel, durante o Hollywood Rock - Humildade

Dave Grohl durante show do Nirvana no segundo dia do Hollywood Rock

Um concerto um pouco menos “garageiro”, mas também cheio de citações e canja do Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, como mostra o Nirvana Live Guide. Foi lá que Kurt se masturbou diante das câmeras de TV. Era o auge do grunge, com o Nirvana atingindo um público muito maior do que Kurt imaginava e desejava. O que talvez tenha sido o melhor Hollywood Rock de todos os tempos teve ainda Red Hot Chili Peppers (que também estreava no Brasil), Alice in Chains, L7, Simply Red, e no lado Brasil, DeFalla, Engenheiros, Biquíni, Dr. Sin e Midnight Blues Band (projeto soul do Frejat e cia do Barão Vermelho).



Kurt Cobain estava meio assustado com 110 mil pessoas para ver o Nirvana, 
Krist abraçou o Kurt e beijou no rosto dando a segurança que ele estava ali , essa foi a foto do dia

Flea, do Red Hot Chili Peppers, toca trompete durante show do Nirvana. 

Kurt Cobain não queria sair do palco, ele estava destruindo tudo ate que a Courtney Love arrasta guitarra quebrada por Kurt Cobain para fora do palco durante show do Nirvana no Hollywood Rock terminando assim apresentação do Nirvana 

Sobre a descrição, só digo uma coisa: Kurt não estava se importando com os fãs e foi muito louco de se entupir de calmantes e a ideologia dele era essa: FODA-SE TODOS e fez um show 100% com a cara do Kurt Cobain. Não existe show do NIRVANA sem a personalidade do Kurt. O único show que não tinha a personalidade do Kurt era o Acústico da MTV (o 1º show do Pat Smear que depois passou a fazer parte do NIRVANA até o dia 5 de Abril de 1994, data em que Kurt Morreu) onde era algo completamente fora do NIRVANA. NIRVANA era aquele jeitão do Kurt e FODA-SE o resto. Não devemos criticar e sim aplaudir. Lembrando que "DESCRIÇÃO DO SHOW" é um anexo e não palavras minhas. Foi muito bom e valeu a pena. 



Show do Nirvana no Hollywood Rock aqui em São Paulo no Dia 16 de Janeiro de 93 em São Paulo

Infelizmente não achei o Smells Like Teen Spirit aqui em São Paulo, mas acabei achando um live, mas do polêmico Show no Rio de Janeiro onde Kurt usou um vestido no Show e depois saiu engatinhando de tanta overdose, mas tá aqui um vídeo. Caso eu ache a música aqui em São Paulo, estarei anexando neste post


Hino Grunge com a Participação do Flea (Baixista do Red Hot Chili Peppers) tocando trompete até no Solo, deixando o NIRVANA com um Tom Inesquecível. Ele participou do Show aqui em São Paulo, mas este Live do Segundo Show do NIRVANA em 23 de Janeiro de 93 no Rio de Janeiro

Créditos das imagens: Nirvana Blew Boddah

Estarei fazendo um post sobre L7 e Alice In Chains no Hollywood Rock