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50 anos de Jerry Cantrell

domingo, 20 de março de 2016| 0
Nesta Sexta-Feira (18/03/16) Jerry Cantrell completou meio século de vida e como estou sem muito tempo vou deixar uma entrevista um pouco polêmica em que ele nunca gostou do termo "GRUNGE"

 
Ídolos da geração grunge, o Alice in Chains foi um dos grupos responsáveis pela renovação do heavy metal no início da década de 90, trazendo peso e uma atmosfera  mórbida e depressiva para o estilo. Uma das principais atrações do Palco Mundo do Rock in Rio na quinta (19), o grupo ainda passa por Porto Alegre no dia 24, onde toca no Pepsi On Stage, e em São Paulo no dia 26, onde se apresenta no Espaço das Américas. Em entrevista por telefone para o UOL, o guitarrista e fundador da banda, Jerry Cantrell, falou sobre metal, grunge, influências e exigências "gourmet" no camarim.

A banda já tocou anteriormente no Brasil no extinto Hollywood Rock, em 1993, quando o grunge - rótulo usado para agrupar especialmente bandas de Seattle como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden e o Alice in Chains -  estava em alta. Mais recentemente, voltaram para tocar no SWU em 2011, já com o novo vocalista, William DuVall, que substituiu Layne Staley, morto por overdose em 2002. "Nos últimos 12 anos nosso show tem sido a mesma coisa", diz o guitarrista, rindo. "Mas temos muito orgulho de sempre operar em alto nível", completa, sem falsa modéstia. Sobre o repertório, ele avisa que deve tocar um pouco de cada disco.

Segundo Cantrell, a participação da banda na atual edição do Rock in Rio surgiu através de um convite do Metallica, atração principal do quarto dia do evento. "Eles pediram e nós aceitamos", diz ele, que afirma achar "ótima" a escalação da quinta, composta por diversos grupos e artistas com quem já dividiram o line-up anteriormente em outros festivais.

"Nunca gostamos de ser chamados de 'grunge'. Acho que nenhum grupo de Seattle gosta do termo. Todas as bandas eram únicas, nenhuma queria ser igual à outra"

Apesar de apresentar um estilo diferente da maioria das bandas de Seattle durante o auge do grunge e de nunca ter feito parte do catálogo de gravadoras emblemáticas do estilo, como a SubPop, que ajudou a catapultar o sucesso da maioria das bandas locais, Cantrell conta que a cena local era bastante unida. "Nós íamos nos shows uns dos outros, dividíamos dinheiro, equipamentos, tudo", diz.

Mas, enquanto colegas como Nirvana e Mudhoney tinham forte influência do punk rock e da cena indie de então, as referências do Alice Chains vinham quase todas de metal e rock clássico. "A maioria das coisas que fazíamos quando começamos era inspirada pelo rock inglês clássico, mas também ouvíamos bandas americanas como Van Halen e Aerosmith. Uma grande influência foi o AC/DC. Mas também gostávamos de Iron Maiden, Judas Priest, Scorpions, Pink Floyd, Led Zeppellin...", conta.

Outra coisa em comum entre os colegas de geração era o repúdio ao rótulo "grunge". "Nunca gostamos de ser chamados de 'grunge'. Acho que nenhum grupo de Seattle gosta do termo. Todas as bandas eram únicas, nenhuma queria ser igual à outra. Soundgarden era diferente do Nirvana, que era diferente do Pearl Jam, que era diferente do Screaming Trees, era uma coisa original", diz.

Usando o heavy metal como sua principal inspiração, o Alice In Chains surgiu durante o auge da estética "poser" do estilo, com artistas como Warrant e Poison carregando na maquiagem e cantando letras hedonistas sobre carros e garotas. O som e o visual da banda, ao contrário, era cru, despojado e pesado, quase uma fantasia de morbidez narcótica. "Não estávamos interessados em fazer música leve, bonitinha. Queríamos fazer algo real. Então muitas coisas vinham de sentimentos ou de experiências pessoais", explica.

"Não somos negativos, apenas refletimos as coisas ao nosso redor, assim como as coisas dentro de nós. Você comete mil erros. Há muita beleza na vida, mas para chegar lá é preciso que você passe por muita m..."

Cantrell concorda ao ouvir se ele acha que o Alice In Chains foi um dos principais responsáveis por dar uma guinada radical na definição de metal durante a década de 90. "Fomos com certeza parte de uma mudança", diz ele. "Novas gerações chegam e mudam tudo, isso é normal. Mas, dito isso, gosto de muitas bandas dos anos 80, é apenas um 'sabor' diferente", conta ele. "Amávamos música e arte, mas óbvio que também queríamos fazer sucesso", completa.

Longe de ser uma mera fonte de temas para as letras, depressão e vício em drogas parecem ter sido constantes na carreira do grupo, que só retomou as atividades três anos após a morte de Staley, quando DuVall assumiu o microfone. "Não somos negativos, apenas refletimos as coisas ao nosso redor, assim como as coisas dentro de nós. Você comete mil erros. Há muita beleza na vida, mas para chegar lá é preciso que você passe por muita merda", relativiza Cantrell.

Com uma lista de pedidos de camarim que inclui culinária asiática e sucos naturais, quando questionado se isso não parece irônico considerando a imagem "junkie" da banda, ele ri, surpreso por saber que as exigências tinham sido divulgadas. "Quando você é jovem tudo bem", diz ele sobre beber e usar drogas em viagens, "mas quando fica mais velho precisa se cuidar melhor, cuidar da 'máquina' para que ela funcione. Não é fácil manter a forma em turnê, ficar um ou dois anos na estrada pode ser bem exaustivo", finaliza.

Fonte: UOL

Jerry Cantrell comemorou seu meio século de vida ontem, com festinha para amigos como Sebastian Bach, Lars Ulrich, Matt Sorum e outros, em sua residência na Califórnia. E claro que o andador é uma brincadeira em referência a sua quase terceira idade!


Infelizmente não deu pra eu fazer uma postagem caprichada, mas eu não posso esquecer deste guitarrista GRUNGE.

Ultimas Notícias do Alice In Chains e mãe de Layne Staley processa a banda GRUNGE

terça-feira, 21 de maio de 2013| 0
William DuVall comenta o que acrescentou ao Alice In Chains


O vocalista e guitarrista William DuVall falou ao GuitarPlayer.com sobre a sua função no Alice In Chains. “Faço tudo, desde escrever riffs até o contraponto para o que Jerry Cantrell faz. Em ‘Phantom Limb’, do novo disco, eu que fiz o solo. Minha entrada deu ao grupo não apenas outro guitarrista, mas também mais um compositor. Sou um cara que gosta de jams, algo que ele me disseram não ter feito muito antes. É uma maneira diferente e legal de interagir”.

Fonte 01: Van do Halen


Mãe de Layne Staley processa Alice In Chains

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De acordo com o Seattlepi.com, a mãe do falecido vocalista do Alice In Chains, Layne Staley, entrou com uma ação judicial contra a banda. Nancy McCallum alega que o grupo deixou de pagar royalties à família pela venda dos discos e músicas nos últimos anos. Os advogados do grupo alegam que Nancy já recebeu até mais do que tinha direito e tenta se apropriar ilegalmente da marca.

Fonte 02: Van do Halen

Wikimetal entrevista: William DuVall (Alice In Chains)

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Nessa semana, o Wikimetal traz uma entrevista com o vocalista e guitarrista William DuVall. O frontman falou das suas bandas anteriores e contou a história da sua entrada no Alice In Chains. Além disso, William contou o que ele se lembra do seu primeiro show com a banda e falou sobre a primeira música que ele escreveu para o grupo.

No Orgulho Nacional trazemos o guitarrista Douglas Jen do SupreMa para falar do lançamento do Traumatic Scenes, primeiro álbum completo da banda. Jen também convidou todos os ouvintes para o show com o Shadowside no dia 26 no Via Marquês. Na promoção da semana: 2 CDs do SupreMa, Traumatic Scenes.

Link: http://wikimetal.com.br/site/125-william-duvall-alice-in-chains-no-wikimetal/

Fonte 03: Van do Halen


Guitarrista destaca apoio dos fãs à nova fase do Alice In Chains

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Para o guitarrista Jerry Cantrell, a aceitação massiva dos fãs ao novo Alice In Chains deu tranquilidade à banda para seguir trabalhando. “O apoio significou muito para nós. Sabíamos que não seria fácil. Mas justamente por isso decidimos retomar a carreira. Queríamos ver se conseguiríamos. Muitos jovens, que não nos viram no passado e descobriram nossa músicas através da coleção dos pais tem aparecido, o que é ótimo”, disse o músico ao Loudwire.

Fonte 04: Van do Halen

Alice In Chains: ódio pela internet, Twitter e MTV

quarta-feira, 24 de abril de 2013| 0
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O revigorado ALICE IN CHAINS elaborou um ataque impiedoso ao atual estado da indústria musical.

Em uma entrevista na nova edição da revista inglesa Classic Rock, a banda revela que há muita coisa que não gosta sobre o ramo. Como a internet. E baixar músicas. E o Twitter. E muito mais.

"Eu não gosto da maioria disso aí, não", disse o líder da banda JERRY CANTRELL. "Eu acho que o que mais me decepciona agora é que o que você faz vale menos do que nada. Foi reduzido a um game show."

"E de algum modo, algo no qual você trabalhou e despejou sua alma, e investiu seu dinheiro, de alguma maneira não tem mais valor. Isso é errado, a meu ver. Eu não posso ir até o posto de combustível e pegar a gasolina de graça – eu iria para a cadeia. Mas de alguma maneira, é legal pegar minhas coisas de graça."

"É uma merda, porque provavelmente tem um moleque de 12 anos por aí que poderia ser o próximo Kurt Cobain, mas nunca terá chance de ser ouvido porque não há mais futuro ou dinheiro pra se fazer música", completa o baixista Mike Inez. "Eu fico preocupado com a próxima geração. De onde vai vir a arte?"

"E agora é aceitável para a música ser esse pequeno arquivo que nem tem som bom", comenta Cantrell. "E é aceitável que as pessoas subam no palco e dublem a porra das músicas. Elas não querem mais as notas erradas, elas não querem alguém que possa subir lá e cantar suas próprias músicas, elas só querem alguém que possa fazer umas porras de passos espalhafatosos de dança".

"Não que esse elemento já não estivesse ali antes, mas agora parece que só há isso. Quer dizer, não que não haja algumas grandes bandas por aí, fazendo música boa de verdade, mas em proporção, é quase nada."

"Por falar nisso, temos uns passos fantásticos de dança planejados para a próxima turnê", ri Inez.

"Costumava haver uma mística sobre bandas de rock", comenta o baterista Sean Kinney, "mas agora é tipo 'Siga-me no Twitter!' Eu não quero saber que porra de sanduíche você comeu no aeroporto, cara. Porque somos apenas pessoas. Nosso emprego não tem nada de mais interessante do que o de qualquer outra pessoa."

"Fomos ao Grammy ano passado porque fomos indicados pra uns dois", lembra Cantrell. "Estamos conversando com a imprensa no tapete de acesso, e eles começam a nos limar da fila, cinco minutos com essa gente, e eles não tem ideia de quem somos, e daí parece um programa matutino, eles não tão nem aí, e aí a MTV quer nos entrevistar… daí olhamos e é a porra da Snooki! Snooki vai entrevistar a gente. E ela diz, "Eu não sei quem são eles. Quem são?"Esse é o canal de música?"

"A gente saiu andando", Inez ri.

"The Devil Put Dinosaurs Here", segundo álbum da banda com o vocalista William Duvall, será lançado no fim de maio.


Fonte: whiplash.net